⚠️ Atenção!

Antes de realizar o pagamento de boletos ou transferências referentes aos cursos, verifique sempre se o nome da Instituição pela qual contratou seu curso aparece no aplicativo do banco e no boleto. Em caso de dúvidas, entre em contato apenas pelos canais oficiais de atendimento.

Inovação em gestão de água e saneamento: uma necessidade



água e saneamento

Por: Prof. Ana Silvia Santos 

O novo normal hídrico do planeta vem demandando, cada vez mais, líderes comprometidos, para resolver problemas complexos a partir de soluções “fora da caixa”. É preciso uma reviravolta no setor, considerando a inovação em água e saneamento que, necessariamente, requer conhecimento profundo, forte senso de responsabilidade socioambiental e muita coragem. Não é fácil ser diligente e quebrar paradigmas em um ambiente conservador e estabelecido como o da água e saneamento. No Brasil, temos problemas graves a serem solucionados, que nos impede de avançar ou limita o nosso progresso. De maneira geral, nos deixa descrentes de uma solução duradoura. 

Atualmente segundo os dados do último SINISA – Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (publicado em 2025 como dados de 2024), mais de 15% dos brasileiros não são atendidos com rede de abastecimento de água, quase 40% da água potável produzida é perdida na distribuição, mais de 35% do esgoto gerado não é coletado por redes de esgotamento sanitário, e praticamente metade do esgoto gerado no país é lançado no meio ambiente sem tratamento. Este cenário não condiz com o nível de desenvolvimento esperado para o Brasil e, muito menos, com o que desejamos para o futuro da nossa nação. 

Diante disso, a nova lei do saneamento (Lei 14.026/2020) determina que, até 31 de dezembro de 2033, o Brasil deve atingir índices de atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. À primeira vista, parece razoável e seria o caso de se aplaudir uma meta arrojada, que leva em consideração a dignidade da população brasileira. No entanto, ao olhar para o nosso histórico, percebemos que a meta é praticamente inalcançável. 

Parece que estamos vacinados contra essa desilusão de acreditar numa mudança que fica sempre por acontecer, com prazos sendo sempre adiados em função do não alcance puro e simples, sem justificativas plausíveis. No ano de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos determinou o encerramento de lixões em 4 anos; após 10 anos do encerramento do prazo (2014), em 2024, quase 12 milhões de toneladas de resíduos sólidos ainda foram destinadas a lixões, que representam 25% das unidades de processamento de resíduos no país, segundo o SINISA (2025). Outra questão que nos aflige é o planejamento dos serviços de água e saneamento nos municípios brasileiros, ou melhor, a falta dele. O primeiro prazo para a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) era 2015, com o objetivo de garantir verbas do governo federal para ampliação das infraestruturas. Este prazo foi alargado para 2017, depois para 2019 e por fim, para 2022. Embora em 2026 não se fale mais nisso, mais de 1500 cidades brasileiras ainda não têm PMSB, o que representa mais de 25% dos municípios do país. 

O que podemos entender e a lição que podemos tirar é que não é sobre prazos; é sobre falta de conhecimento, sobre responsabilidade e sobre coragem. Não é possível alcançar os números desejados por um simples toque de mágica. É preciso conhecer, inovar e aplicar o conhecimento técnico-científico. É preciso responsabilizar a liderança que não cumpre metas gerando insalubridade e falta de dignidade para as pessoas. É preciso entender que ações transformadoras demandam coragem.  

O mundo já inovou, o mundo já resolveu seus problemas mais básicos de falta de saneamento básico, o mundo já entendeu que falta de saneamento é falta de saúde no sentido mais amplo do seu significado. 

Neste contexto e entendendo que todos estes aspectos são fundamentais para uma gestão mais eficiente dos serviços de água e saneamento, o Instituto Reúso de Água e a Faculdade INBEC desenvolveram o curso “LIGAS – Liderança e Inovação em Gestão de Água e Saneamento” com o propósito de apresentar soluções, trocar experiências e motivar as ações dos líderes brasileiros, em uma imersão internacional na Europa. Podemos transformar o nosso meio, com um entendimento amplo e claro sobre regulação e regulamentação, redução de perdas na distribuição da água de abastecimento, planos de segurança da água, tecnologias avançadas de tratamento de águas e águas residuárias, sistemas de gestão inteligentes, comunicação eficaz e reutilização de água a partir das águas residuárias tratadas. Estes são os principais temas abordados no curso LIGAS, que já se encontra na sua 2ª Edição, com 40h de carga horária, realizado na cidade de Braga, Portugal. 

Acesse mais informações no site do curso e junte-se a nós!